O Brasil e o desafio estrutural do P&D

O Brasil e o desafio estrutural do P&D

 

O debate sobre inovação no Brasil costuma girar em torno de grandes conceitos: competitividade, produtividade, transformação digital, Indústria 4.0, startups, hubs de inovação. Mas há um elemento menos glamouroso — e muito mais decisivo — que frequentemente passa despercebido: a relação das empresas com o P&D (Pesquisa e Desenvolvimento).

A maior parte das organizações brasileiras não nasce orientada para inovar. Nasce orientada para sobreviver, para “fazer dar certo”, para “fazer caber no caixa”. Inovar, no Brasil, é quase sempre um luxo — quando deveria ser um hábito, um processo, uma disciplina.

O país vive um paradoxo conhecido: produz ciência em escala global, mas transforma pouco desse conhecimento em inovação. Parte relevante desse desafio está na forma como as empresas se relacionam com o P&D. Enquanto em países da OCDE o setor empresarial responde por cerca de 70% do investimento em pesquisa, no Brasil esse número não chega a 45%. E, ainda assim, menos de 0,01% das empresas utilizam um dos principais mecanismos de incentivo à inovação existentes no país.

O resultado é um cenário em que a  inovação empresarial ainda é incipiente, concentrada em poucos grupos econômicos, nichada em setores específicos e, muitas vezes, reativa e episódica, muito distantes da lógica de continuidade e estratégia que caracteriza ecossistemas inovadores mais maduros.

Mas o problema não é apenas financeiro. É cultural, estrutural e organizacional. E é nesse vácuo que os incentivos fiscais assumem um papel que vai muito além da economia de tributos: eles criam o primeiro contato das empresas com uma lógica de P&D estruturado.

Em um país onde a maioria das organizações ainda opera em lógica de curto prazo, os incentivos se tornam um mecanismo eficaz para que a intenção de inovar se converta em prática.

O Brasil não precisa reinventar seu ecossistema de inovação, ele precisa ativá-lo. Temos conhecimento, talentos, instrumentos de fomento e desafios suficientes para gerar soluções tecnológicas relevantes. O que falta é transformar inovação em hábito, não em exceção.

A Sustentec atua justamente no ponto em que muitas empresas travam: a jornada de P&D. Apoiamos organizações a compreenderem, estruturarem e utilizarem os incentivos fiscais como porta de entrada segura para a inovação, transformando intenção em prática.

Fale com a Sustentec e descubra como iniciar sua jornada de PD&I com estratégia e conformidade.

Conteúdo desenvolvido por:

Tatianne Monte 1

Tatianne Monte

Coordenadora Jurídica

E-mail MKT (3)

Isabel Alves

Analista de Projeto

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